Dia Mundial do Autismo: entenda os direitos de pais e mães atípicos
Pessoas atípicas são aquelas com deficiência, transtorno ou doença que demande cuidados especiais permanentes. Especialistas chamam atenção para importân...

Pessoas atípicas são aquelas com deficiência, transtorno ou doença que demande cuidados especiais permanentes. Especialistas chamam atenção para importância da inclusão. O autismo não é uma doença. A inclusão começa com o respeito Banco de imagens O Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado nesta quarta-feira (2), pretende ampliar o conhecimento sobre TEA e reforçar a importância da inclusão. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Passo Fundo (UPF) revela que 1 em cada 30 crianças no Brasil possui TEA e, com base no estudo, famílias atípicas do Distrito Federal chamam a atenção para direitos legais que assegurem proteção, inclusão e suporte para essas famílias. 🔎Mães e pais atípicos são aqueles cujos filhos estão sob sua guarda e proteção e têm algum tipo de deficiência, transtorno ou doença que demande cuidados especiais permanentes. Entre alguns dos direitos dos pais e mães atípicos estão a redução da jornada de trabalho, sem prejuízo salarial, no serviço público e acordos sobre horários na iniciativa privada (saiba mais abaixo). "A rotina de quem tem um filho autista é intensa. Conciliar isso com o trabalho é desafiador. Muitas vezes, precisamos nos desdobrar para garantir as terapias e o suporte adequado, enquanto lidamos com a cobrança profissional", diz Sheila Tinoco, mãe de um jovem autista. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp Para esclarecer as principais dúvidas dos pais atípicos, o g1 conversou com especialistas em relação a benefícios, saúde, trabalho e atendimento prioritário. A importância dos direitos da família na inclusão das crianças atípicas O quebra-cabeça foi o símbolo escolhido para a conscientização em relação ao autismo Getty Images Pela legislação brasileira, a pessoa autista é considerada pessoa com deficiência para todos os efeitos legais, garantindo direitos como prioridade em filas e atendimento preferencial. Segundo a advogada Vagna Lança, especialista em direito de família, esses direitos se estendem também a outras normas complementares e buscam assegurar proteção integral à pessoa com TEA e suporte efetivo à sua família. Entre os principais, destacam-se: Informação e diagnóstico precoce: Acesso facilitado a informações sobre autismo e direito ao diagnóstico precoce, mesmo que não definitivo. Inclusão escolar: Matrícula obrigatória em escolas regulares com direito a acompanhante especializado. Acesso à saúde: Atendimento multiprofissional e acesso a medicamentos, terapias e nutrição especializada no SUS. Proteção contra abusos: A pessoa com autismo não pode ser submetida a tratamentos degradantes ou privados de liberdade sem respaldo legal. Convivência familiar e social: Direito ao livre desenvolvimento da personalidade, segurança e lazer. Adaptação no trabalho dos pais: Servidores públicos podem solicitar jornada reduzida sem prejuízo salarial. Já os trabalhadores da iniciativa privada podem buscar acordos ou recorrer ao Judiciário. Isenção de tributos: Os responsáveis legais têm direito à isenção de IPI, ICMS, IOF e IPVA na compra de veículo destinado ao transporte da pessoa com TEA. Carteira de Identificação (CIPTEA): Garante prioridade no atendimento em serviços públicos e privados. "Ainda há desafios, especialmente no setor privado, mas os avanços legais têm sido importantes aliados dos pais atípicos na luta por respeito, acessibilidade e justiça social", diz a advogada. Costa Neto, presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário e Ministério Público da União (Sindjus), explica que a inclusão e o respeito devem ser prioridades em toda a sociedade, inclusive na adaptação do trabalho dos pais. "Precisamos garantir que esses trabalhadores tenham condições de conciliar a vida profissional com os cuidados essenciais que os filhos demandam. A inclusão começa no respeito e no suporte adequado às famílias," diz Costa. Indicadores de Autismo O psiquiatra Alisson Marques explica que os primeiros sinais do autismo são observados, normalmente, no segundo ano de vida. Em algumas crianças, no entanto, é possível perceber alguns indícios no desenvolvimento já no primeiro ano de vida. Segundo o especialista, as manifestações clínicas podem se dar de diversas formas. Mas o comportamento é um aspecto fundamental. Veja algumas situações: Comportamentos mais restritos Comportamentos mais repetitivos Movimentos estereotipados Dificuldade de comunicação social como interagir, iniciar e sustentar uma conversa, responder o que é esperado, se ajustar socialmente ao que o ambiente espera Dificuldade de reconhecer uma linguagem não verbal, como face, gestos, contato visual Atraso na linguagem 📺VÍDEO: Dia Mundial de conscientização do autismo Dia mundial de conscientização do autismo LEIA TAMBÉM: DIAGNÓSTICO DE AUTISMO: a alteração cerebral que pode ajudar a detectar o transtorno AUTISMO: o que é camuflagem social, que dificulta diagnóstico em meninas Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.